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-----A casa foi criada pela necessidade de ajudar as pessoas na saúde mental equilibrada, organizando seus valores na busca do auto-conhecimento. O lema que usamos é o “conhece-te a ti mesmo”, o individuo encontrando dentro de si as respostas para suas angustias e conscientizando-se das suas imperfeições, passa a enxergar que ele é responsável pelo seu destino, seus acertos ou seus erros, sendo frutos somente das suas escolhas.

-----Podendo tanto construir o seu céu ou o seu inferno a partir das suas atitudes, semeando suas sementes e colhendo depois seus frutos. Sua consciência é o seu tribunal de justiça, sua própria mente é o seu juiz e ao mesmo tempo o seu réu, podendo se condenar ou ser absolvido.
Somos vitimas e algozes dos nossos próprios atos, todo o bem plantado é mérito nosso e todo mal cometido é demérito nosso. Não existe nada no mundo que não tenha o seu efeito, sofrendo as causas das suas escolhas na lei da ação e reação.

-----O homem sempre é convidado a refletir, a mudar e a melhorar sua conduta na vida reta, fazendo ao outro aquilo que ele gostaria de receber, praticando a lei de justiça, caridade e liberdade. A omissão consegue e com o próximo aciona em si mesmo a insatisfação, deixando de ser fiel aos seus pensamentos e sentimentos passam a vida preso as justificativas sem significados, perdendo tempo de evoluir e progredir no desprendimento dos sentimentos inferiores.

-----Quando o homem amadurece para a vida e desperta em si o seu Cristo Interior, construindo o reino dos céus na sua alma, deixa de transferir para o próximo suas frustrações e dificuldades e passa ver melhor sua realidade, deixa de se colocar como vitima e se responsabiliza por suas falhas, deixa de ter dó de si mesmo e passa a ser auto-suficiente nas suas decisões, deixa de se martirizar e passa a se auto-perdoar por seus erros.

-----As doenças físicas e mentais que geramos em nossos corpos são energias que elaboramos na nossa mente viciada na magoa, no ressentimento, na falta do perdão, no ódio e na ira. Aquele que está somente preocupado em se vingar e condenar deixa de se conhecer e perde a oportunidade de se libertar da sua própria mazela interior.

Kardec na questão 919 indaga os espíritos: “Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?” A resposta, muito direta e clara é também concisa: “Um sábio da Antigüidade vo-lo disse: “Conhece-te a ti mesmo.”“.

-----Kardec questiona buscando solucionar a questão prática que envolve o tema e como fazê-lo: Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?
Santo Agostinho, como resposta, tece muitas considerações, que resumiremos a seguir:

-----• Devemos interrogar a própria consciência, passando em revista os atos cotidianos, para a identificação dos desvios do deveres que deveriam ter sido cumpridos e dos motivos alheios de queixa por conta dos nossos atos.
-----• Dispondo a examinar os atos cotidianos para identificação do bem ou do mal que se possa ter feito interrogando a Deus e aos espíritos protetores o esclarecimento

-----Propõe para o exame dos atos cotidianos o dirigirem a si mesmo perguntas, o interrogar-se sobre o que se faz e com que propósitos para identificarmos se fizeram algo que censuraríamos se praticados por outra pessoa, e também se fizemos algo que não ousaríamos confessar. Faz nos situar diante da vida na condição daquele que pode retornar ao mundo dos Espíritos a qualquer instante, onde deveremos fazer o balanço dos próprios atos praticados durante a experiência carnal, despindo-se da mascara da hipocrisia.

-----A prova de que podemos descansar a consciência está em examinar se nada fizemos contra a Divindade, ao próximo e a nós mesmos. A dificuldade em fazer auto-avaliação, o auto-julgamento por conta das ilusões do amor-próprio, é proposto como meio de verificação isento de ilusão perguntar a si mesmo como classificaríamos nossas próprias ações, se praticadas por outras pessoas. Se tivermos motivos para censurar tais ações, torna-se claro que não devemos agir do mesmo modo.

-----Procurando verificar o que pensam os outros sobre os nossos atos. E mais: a opinião dos inimigos, por não terem nenhum interesse em mascarar a verdade, não deve ser desprezada, pois eles são um bom meio de advertência, utilizando-se com mais freqüência da franqueza do que faria um amigo. Buscam a melhora da própria consciência a fim de extirpar de si os maus sentimentos. Busquemos dar um balanço diário de nossas ações morais, para avaliarmos perdas e lucros; os lucros serão maiores que as perdas se assim agirmos.

-----Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida. Como meio de auto-exame da consciência, recomenda que formulemos questões nítidas e precisas. O Professor Allan Kardec nos deixa uma excelente mensagem para refletirmos:

“Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos. A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que são outros tantos argumentos pessoais. E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós”